Pequenina, dormia com Deus
e sonhava com os anjos.
Acordava com velas acesas
em meio a arranjos.
Minha mãe me falava de almas
e apontava o céu
como a casa do Pai.
Todos dizem
que a casa da gente
tem a aura diferente,
uma paz
que por nada
se esvai.
Meu avô
sempre esteve na nuvem
mais bela que havia
por detrás da colina.
Hoje entendo
o que diz o Pai-Nosso,
mas venho rezando
desde menina...
Escrito há mais de 15 anos.
Prêmio de edição no I Concurso Literário São Miguel em Prosa e Verso, realizado em 2004.







