março se foie não o vi.seriao tempoirracionalcomo o piou eualheiaà geometriadas órbitas?a areiacaíatão escassana ampulhetaa horadigitalultrapassaa do planetaque houveao diae à noitede antes?num celesteardilfizeram-seamantesmarço se foie não me viu.
O homem haverá de perceber,ainda que em um remoto dia,que não há adversários,se não aquelesque ele própriocria.Poemeto inserido na monografiade minha Pós-Graduação em Direito Públicocujo tema foi o conflitoentre homossexualidade e liberdade de crença.
e quanto mais se investiga,maior a intriga:o que quera mulherafinal?ser vírgula(parêntese)e ponto finalter pílula(êxtase)e gozo realser península(ilha)e terra continentalPoema publicado no Maria Clara em 13 de março.
Desci ao porãopra revermonstros antigos- mas fui em vão.Descobrique se tornarammeus amigos- logo, somem na escuridão.De companhia,restaram-mevinhos- a uns poucos degraus do chão.Embriaguei-mede apatiaaos golinhos- subsolo da solidão.
Não,sua fotografiajamais caberiaem um porta-retrato!Que covardiaaguçar-me a visãoe privar-me do tato.
Ao seu ladoe com seu zelo,sou bailarinaque patinasobre o gelo- acumuladode amores vãos.Eu deslizoe rodopio,em passoprecisoe esguio- no espaçoladeado por suas mãos.A palavra valsa tem origem no verbo alemão walzen,que significa girar ou deslizar.
Havia aquiuma palavraque se me diziabravao bastantepra te calar.Decoromaldito!Seriaflagrantedelitovocabular.
Nasci com hábitosde coruja.Minha garatujacontinha estrelas.Sozinha,ergui um templo.A exemplo do sol,persegui o equinócio.Entre o fogo e a água,sempre fui a brisa.Pelo poder da palavra,escolhi-me poetisa.Não seriaa poesiaum sacerdócio?Poema publicado no Maria Clara em 13 de fevereiro.
Queridos leitores,
amanhã é meu aniversário
e ganhei um presente antecipado!
Fui convidada a integrar o blog
Maria Clara simplesmente poesia,
onde faço, hoje, a minha estreia.
Espero que todos vocês me visitem
para a leitura de Sacerdotisa.
Um beijo a todos vocês!
seguesemo somde guizossabebemo pesode seus sorrisos
E se não fosse por muito,seria por pouco.Sem voz,falaria rouco.Coagido,bancaria o louco.Por não se conter.Pra que menos,se poderia ser mais?Por que não voar,se o fazem pardais?Se não há para sempre,como crer no jamais?Por não se contentar.
a mulherdas dúvidasficoucom o homemdas certezasem umarecíproca proeza:ele era sua certezaela era sua dúvida
Solidãotem andares.E quem aguentase acomodarna cobertura?É láque maisse distanciados lugares.É ondecumprimentaa melancoliaà loucura.Para Marcos Marinho,ator solista da peça teatral Meu dia perfeito,escrita e dirigida por Ricardo Martins.
Palavra é grão e palha.Poesia é o que passaou o que falha?
se te disser a verdade direi que mintonão pelo inegável prazer que há na mentiramas por ser branca e suave a taça que a viraenquanto a verdade é vinho seco e tintose minha boca suporta dizê-la inteiraeu creio que a tua não tolera prová-lanão é todo segredo que cabe na falaas uvas mais acres que fiquem na videirabrinda comigo sem receio ou amarguraque te direi ao meio essa verdade escurahá detalhes que se devem silenciaras palavras por mim muito bem escolhidasserão as mais doces dessas uvas colhidaspra que não as desaprove teu paladar

toda mulher
traz uma sombra no olhar
------------------------------- não de maquiagem -
e carrega um peso nos ombros
------------------------------- sem qualquer bagagem -
toda mulher
parece estar nua
------------------------------- mesmo vestida -
e se faz conhecer aos outros
------------------------------- sempre escondida -
toda mulher
se encara no espelho
------------------------------- aos por quês -
e se sente verdadeiramente só
------------------------------- apesar de vocês -

Ele revelou que a fotografa
às escondidas
com os olhos
quando ela distraída
põe os dela
num lugar qualquer.
Disse-lhe sempre bela
o brilho da pele clara
em feições de mulher
o contorno que lhe desce
da testa reta e pára
no queixo angulado e fino.
Percorrê-la assim tão doce
a ela soou como prece
a pose instantânea como sino
a chamá-lo ao compromisso
de adorá-la
como fosse.
Ele e ela quase noviços
à meia luz da câmara escura
ela o seduz
ele à procura
do perene viço
de sua face.
Que no exatoinstante da passagem,sua abóbora 2009se transforme em carruagem!Escrito de brincadeirapara J. Rodolfo Lima,que, durante o Amigo Secreto,encomendou-me, anonimamente,um doce de abóbora.
que presenteeu dariaa vocêtão distantese nãopoesiatrançadaa barbanteou a fiobem fino?- colar de contas -eu as contariauma a umaaté queem linhanenhumamaisfosse sozinhae assim brilhassepor ter companhias.- colar de guias -desembrulhado: sem papel, fita ou bordado.caído do céu- abençoado -Para Mariana Botelho,amiga poética secretaa quem desejo um 2010 iluminado!
Somos filhos de nossos pais,netos de nossos avós.Por tantas vezes,são ainda elesque falam por nós.Poemeto inserido na monografiade minha Pós-graduação em Direito Públicocujo tema foi o conflitoentre homossexualidade e liberdade de crença.
que pedaçode mimé mais rijo:baçoossopescoço?que vãoé esconderijo:coraçãohipófisecerebelo?que lugaré regozijo:calcanharcabeloouvido?refémele me mantém,desconhecido