domingo, 3 de abril de 2016

Inefável


sabe esse silêncio que você insiste
em se impor para melhor sobreviver
ao caos do mundo? desista.
aceite que a mente mente.
é ruído o silêncio que ela emite.
é burburinho a paz que ela inventa.
impossível criar silêncios...
são eles que antecedem as criações.
o silêncio que você busca já existe:
na infinita porção de nada que o habita.
o caminho? ausentar-se de si.


6 comentários:

Veetshish Om disse...

Saber a Verdade
Saborear
O a(i)nterior
Vazio livre e pacífico
Em preci(o)sas palavras
Deste apontar
Para Mim.
Obrigada!

Fabrício César Franco disse...

Numa palavra: zen!

Beijo!

Dalva M. Ferreira disse...

Que tudo! Econômico e total.

Maria Rodrigues disse...

Só se consegue alcançar o silêncio da alma quando ela se encontra em paz.
Lindo poema.
Um abraço
MAria

Rafaela Figueiredo disse...

Rê,
Parece q vc escreveu algo de astrologia pro meu signo e particularmente pra mim. Mas tal sabedoria deve alcançar a muitos, certamente...

Um bjo doce

Cláudio disse...

O silêncio antecede a criação, o acúmulo de cacofonias errantes a destrói. Descobrindo e admirando teus textos. Saudações. :)