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Sempreque a noitevem sem o sono,ela vendaos olhoscom tarjapreta.De si,pra que legenda?Se forpra se ouvir,que não compreenda.O controle remotoà gaveta.Para Luciane Slomka,em um diálogo com seu poema Tarja preta,publicado hoje no espaçoCrer para ver.
Céus! Como estou fartadessa sua prosa parcaque só me traz farpa...
Lágrimasa cada partida.E choramosnão pela morte,mas pela brevidadeda vida.Os que vãodeixam rastrosque não passarãoàqueles a que deixareios meus.A saudadedura poucoalém do adeus...Levarei comigo,é bem possível,eu sei,os últimos vestígiosdaqueles por quem chorei.Crônica de 2006 que virou poema.
Todas as noites,no aconchego dos seus braços,eu conto estrelasem um céu imaginário.Quantas estrelascabem em seu abraço...Chego a perdê-lasnos seus pelosque embaraço.Como podemtantas estrelasem tão diminuto espaço?Em seus braços,o céu que imaginoé sem compasso.Não tem fim,nem começo.E quando as estrelasenfim se apagam,eu adormeço.Classificado no Concurso Literário Internacional Mulheres Escritoras.Integra a obra Mulheres em Prosa e Verso,publicada pela editora Hoje Edições Ltda.
Eu tenho ficadocom o cansaço,o sumoque sobrou no bagaço,o resumoriscado,o trocado,o farelo.Por quese mereçotanto?Quer sol quem dá amarelo.Quer som quem oferece o canto.Quer colo quem divide a cama.Quer amor quem ama.Classificado no Concurso Literário Internacional Mulheres Escritoras.Integra a obra Mulheres em prosa e verso,publicada pela editora Hoje Edições Ltda.