domingo, 27 de novembro de 2011

A Voz



a vida pede passagem
enquanto eu peço carona

a alma é livre em viagem
o corpo é que me aprisiona

viver exige coragem
disponho do que não sou dona

o sonho é breve paragem
de tão leve o corpo ressona

a alma me leva consigo
a um tempo futuro ou antigo

e assim me revela a vantagem:
só mergulho se venho à tona


24 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Escrito em 18 de julho de 2011.

Andrea de Godoy Neto disse...

Renata, que bonito!!!
"só mergulho se venho à tona"

a vida é tão maior do que este instante em que estamos contidos...

beijos pra ti

MIRZE disse...

RENATA!

"A alma é livre em viagem/o corpo é que aprisiona".

Belíssimo VOZ que ditou em teu pensamento este ensinamento.

Beijos

Mirze

Patrícia disse...

Devia ter postado antes :)
Lindo!

Talita Prates disse...

amiga, a luz!

(teu poema também (me) é luz...)

Um beijo grande,

Tatá.

Diego Zanotti disse...

Por isso EU SOU O QUE SOU. Nos encontramos no Uno. É um prazer imenso saborear tantas maravilhas, seu blog está doce! Lindo, minha amiga, lindo!!

Renata de Aragão Lopes disse...

Sim, Andrea. A vida é maior que o instante, exatamente por conter a todos eles...

Mirze, espero que essa Voz jamais se cale aos meus ouvidos!

Patrícia, é tão bom encontrar o rascunho de um poema! : )

Verdade, Tatá: a Luz!

Diego, amigo-de-alma! Pensei em batizar o poema de "Eu Sou" ou "Una".

Um abraço especial a todos vocês!

Anônimo disse...

re, lindissimo.
escrito na hora certa e postado no dia certo.

bjs
tesoura

Moni Saraiva disse...

Eu acho tão bendita essa tal maturidade...
Pés bem fincados, passo-após-passo.

Quando eu crescer, quem sabe,
posso ser assim, né?

Beijo, linda Rê!
Saudade de te ler!

Semana maravilhosa pra ti!

Moni

Luna Sanchez disse...

Ah, me vi ali, Renata!

=)

Um beijo.

Ricardo Mainieri disse...

Que musicalidade rica, Renata. Os versos dialogam entre si, num clima de pergunta e resposta.
No fundo, somos almas, momentaneamente, aprisionadas num corpo. Enquanto este momento durar, aproveitemos ele. Depois, na erraticidade, vamos nos preparar para uma nova jornada.

Beijão.


Ricardo Mainieri

Almi Júnior disse...

Devo concordar com a Patricia e dizer que você deveria ter postado antes. Assim como eu deveria ter vindo aqui muito antes! Ah, vou ficar por aqui.


Almi Jr.

Domingos Barroso disse...

para mais mergulhos e descobertas
...


Beijo carinhoso.

Rafaela Gomes Figueiredo disse...

adoro a ideia de mergulhar para emergir - mergulho no fundo [escuro] em busca de luz...

lindo!

beijão, Rê

Ana Paula disse...

A liberdade e a prisão. Corpo e alma e viagens. Tocante, lindo. Beijo

Juliana santos disse...

É a primeira vez que leio seus poemas, e estou deslumbrada, tão doce e verdadeiro, suave e harmonioso,
Bjos

João Paulo Jacob disse...

caríssima, compartilho a ideia da alma que transcende... e que nos impulsiona a diversos mergulhos. bom é conhecer os mistérios escondidos nas profundezas de cada mergulho. bom é novamente respirar. parabéns pela sua poesia delicada e pintada numa tela com notas doces e penetrantes. adoro essa poesia-pintura.beijo grande do novo amigo aqui. João Paulo

lucas repetto disse...

(...) demasiada humanidade!

Dalva Maria Ferreira disse...

Bonito, Renata.

Anônimo disse...

Renata,

Foi uma satisfação ver meu poema publicado junto com o seu no blog da Elimar.
Gostei de seu pensamento maduro, do emprego de contrastes - que amo - da simplicidade e da profundidade para deixar o complexo visível.
Obrigada por seu cometário tão carinhoso.

Abraços e Bom Ano.

Stella Machado, JF

Barbara C disse...

tanto tempo sem passar por aqui...
Bom voltar!


bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

andei a ler, não conhecia seu blogue, tem trabalhos interessantes.

este está muito bem rimado e muito bonito.

um beij

Isa Lisboa disse...

"a vida pede passagem
enquanto eu peço carona"
Muito boa imagem esta!
Obrigada pela visita ao meu cantinho, Renata :)

Fabrício César Franco disse...

Poetisa,

Esse é um dos meus favoritos do "Doce de Lira, Poesia à Mesa".

Para reler várias e várias vezes.

Abraço!