segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Rarefeito


é que

a brisa vem de fora
e o sopro sai de dentro

a brisa se demora
e o sopro é um momento

ela tão despretensiosa
e ele com tanto intento

ela toda misteriosa
e ele parte do centro

brisa frescor da alma
sopro calor do corpo

o sopro a conter a brisa
e a brisa feita de sopro



Escrito após a peça teatral Estranho farol dos cacos,
de Felipe Moratori.

6 comentários:

Ana Paula disse...

Esse sopro de poesia é inspirador!
Beijo.

Adair Carvalhais disse...

Gostei do poema, muito bem construído.

abç

manuela barroso disse...

...e termina-se este cantico com um sorriso! Tao belo! Bjis

manuela barroso disse...

...e termina-se este cantico com um sorriso! Tao belo! Bjis

Fabrício César Franco disse...

Poetisa,

Acredito que este não esteja no livro que me deu... Se não está presente, é uma pena, porque é um daqueles achados seus que valem leitura e releitura.

Beijo!

Darlan Lula disse...

Nossa! Descobri esta noite uma poeta e tanto. Que sensibilidade e trato com as palavras! Obrigado por ter me indicado este blog tão cheio de vida!