quarta-feira, 13 de maio de 2009

Desde menina



Pequenina, dormia com Deus
e sonhava com os anjos.
Acordava com velas acesas
em meio a arranjos.
Minha mãe me falava de almas
e apontava o céu
como a casa do Pai.
Todos dizem
que a casa da gente
tem a aura diferente,
uma paz
que por nada
se esvai.
Meu avô
sempre esteve na nuvem
mais bela que havia
por detrás da colina.
Hoje entendo
o que diz o Pai-Nosso,
mas venho rezando
desde menina...


Escrito há mais de 15 anos.
Prêmio de edição no I Concurso Literário São Miguel em Prosa e Verso, realizado em 2004.

7 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

A fé remove montanhas.

Luciane disse...

Tem a inocência e a esperança de uma menina doce por trás desses versos! Lindo.
Beijo!

Adriana Godoy disse...

Ainda bem....é bonito esse sentimento puro...Beijo.

Compulsão Diária disse...

Sim Renata e hoje é dia dela!

E este poema-oração-recordação fala de uma das orações mais belas - O Pai Nosso!
E fala bem. com poesia e graça como é seu estilo sempre.

Eu rezo todos os dias o terço!

ops tá na hora dele.

lindeza, preciso do seu email.

compulsaodiaria@gmail.com

Guto Leite disse...

Muito querido este poema! Agudez de menina poeta. Grande abraço

Renata de Aragão Lopes disse...

Sim, Luciane - até mesmo porque o escrevi faz muitos anos. Beijo também.

Realmente puro, Adriana. E adorei sua foto nova! Espero que esteja bem melhor!

Beatriz, você só me surpreende! Além da intensa produção poética, ainda reserva diariamente um tempo para o terço? Se bem que poesia e oração não me parecem tão distintas assim... rs

Obrigada, Guto, pela visita. Aprecio muito o que você escreve. Abraço!

Tião Martins disse...

Pra colocar atrás do santinho... muito legal!

Beijos!