quarta-feira, 1 de julho de 2009

DNA



Meu filho nasceu no meu dia:
o mesmo tom nos cabelos,
idêntico franzir de testa.

Veio, ainda, com a minha mania:
falar pelos cotovelos,
querer da noite uma festa.

Herdou-me a rebeldia:
a tudo encara, tão cedo,
com olhar audaz e valente.

E vejo que até me copia,
ao temer o que tive mais medo:
a simples troca de um dente.


Escrito, de brincadeira, para o Polian em 12 de março de 2008.

Homenagem pelo 1º lugar no primeiro concurso literário de sua vida!
Concurso Literário “A Turma do Barulho” – categoria B (8-9 anos)
http://cantinhodascriancas.blogspot.com/

32 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Mãe coruja e orgulhosa!

Hammelinn disse...

Excelente ... Gosto do poema!

Prêmio nós entregas com este post!

e fraterna saudação

Un abrazo

FdeH

PS: Até breve ...

R.Vinicius disse...

Ainda não sou pai, nem sei se serei, nem tenho por hora a vontade de sê-lo. Sobre o poema em si. Gosto da criatividade, leveza.

Abraço,
R.Vinicius

nina rizzi disse...

mãe coruja aqui (e aqui-mim) é praticamente um pleonasmo. mas os filhos, aos filhos, isso sim
: arte que faz bem aos sen-tidos tudos :)

beijo.

Talita Prates disse...

Que graça!
Quero ter um um dia, deusqueira!
Bjooo, querida!

Mariana Dore disse...

Tem selinho pra vc no meu blog...
Espero q goste
Beijos

;D

Mateus Luciano disse...

ótimo ser criança , viajei no tempo agora

marcia szajnbok disse...

corujice faz parte do pacote... rsrsrs...
lindinha declaração de amor!

Mayana Carvalho disse...

amei o poema.
Tão puro e maternal. Realmente amei!

Beijos

Renata de Aragão Lopes disse...

Obrigada pelos comentários!

Não sei se repararam, mas eu postei esse poema em homenagem ao Polian, premiado no primeiro concurso literário de que participou! Eu e ele ficamos imensamente felizes...

Bea - Compulsão Diária disse...

Mães são todas corujas.
Sem esse olhar nossos filhos minguam,não crescem bem.
é preciso perceber depois, qdo eles já são adultos que nosso olhar deve ir pra outro lugar;))

Leandro Jardim disse...

excelente poema, adorei :)

Huma Senhora disse...

Uma brincadeira muito fresca

Batom e poesias disse...

Adorei esse poema "escrito de brincadeira"...
Lindinho!
Filhotes são tudo de bom.
bjs
Rossana

mariab disse...

Os filhos são o melhor da vida. Um amor sem limites. Adorei.
Beijos

Eduardo Trindade disse...

Que seja de brincadeira, não é demérito algum, certo?
Ficou muito bom! E o que mais se poderia esperar de uma mãe falando do filho?
Abraços!

Renata de Aragão Lopes disse...

Que bom que gostaram!

Quando disse, Eduardo, que o poema foi escrito de brincadeira é porque jamais pensei em divulgá-lo. Toda família tem seus segredos... A minha, segredos escritos! Este veio à tona apenas para homenagear o meu pequeno escritor! : )

Um beijo a todos e obrigada, Bea, pela dica que me será extremamente útil logo, logo.

Graça Pires disse...

Uma brincadeira linda de uma mãe "babada". Quem sai aos seus...
Beijos.

fmaatz disse...

blogues têm boas surpresas. vim aqui e digo oiés. parei no lance do dia 23 e repeti oiés. pra ser claro, explico: Que a fumaça de cigarro/suba diretamente/ao nariz do fumante!
e mais não digo.
f.

Adriana Godoy disse...

Que delícia, Renata...doce e terno, filhos, filhos...Gostei muito. Beijo.

Cadinho RoCo disse...

As semelhanças só fazem conferir nossas identidades.
Cadinho RoCo

Jéssica V. Amâncio disse...

ai adorei. simples, leve e puro.

Dica disse...

Filhos são como nossos espelhos.
=)

Uma graça a poesia!

Marcelo Novaes disse...

Renata,




Esse é um menino legal, com certeza.




:)






Beijos,








Marcelo.

Flavih Jones disse...

Ow segredo bom esse seu. =D
Adoreii o poeminha..

Ahh, eu tbm toh ansiosa pra ver O enigma do principe.
Realmente ninguem substitui o Harry. =D

Beijoo

Anônimo disse...

re, mãe coruja hem?
mas, você tem razão, seu filho é um genio.

filho de peixe peixinho é.
bjs malvina.

Renata de Aragão Lopes disse...

Graça, Adriana, Cadinho e Dica, os filhos são nossos maiores presentes...

Jéssica e Flavih, bem-vindas ao doce de lira! Voltem sempre!

Marcelo e Malvina, sou suspeita... : )

F., obrigada pelo "oiés". Que bom que leu "A genialidade do óbvio".

Beijo a todos!

A. Sorrentino disse...

(risos)singelo

ellen disse...

Lindo este post incluindo a imagem :) uma fofura mesmo!!!

Beijinho

Tiago Moralles disse...

Deleite do leite.
Boa época.

Estefani disse...

Olá Renata como costumo dar meus comentários no blog do Tiago Moralles, não pude deixar de vir aqui ver essa graça de poesia. E me identifiquei muito. Tenho um filhote também.
Já tem um tempo que venho lendo o que você escreve, me fascina seu talento para descrever fatos com palavras tão doces de sutis.
Hoje então resolvi dar uma palavrinha.
Parabéns pelo seu trabalho.

Beijo

Estefani

Renata de Aragão Lopes disse...

A. Sorrentino e Ellen, que bom que gostaram de "DNA"!

Tiago Moralles, muito obrigada por me prestigiar com sua leitura! Amei a expressão "deleite do leite"!

Estefani, imagino que, como mãe, você deve, realmente, ter se identificado muito com este poema! Espero que mantenha as visitas ao doce de lira, deixando-me, sempre que possível, "uma palavrinha"! : )

Um abraço a todos vocês!