sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sacerdotisa



Nasci com hábitos
de coruja.
Minha garatuja
continha estrelas.
Sozinha,
ergui um templo.
A exemplo do sol,
persegui o equinócio.

Entre o fogo e a água,
sempre fui a brisa.
Pelo poder da palavra,
escolhi-me poetisa.
Não seria
a poesia
um sacerdócio?


Poema publicado no Maria Clara em 13 de fevereiro.

41 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Gostaria muito
de tê-lo publicado
também aqui no doce de lira!

É um poema
que diz sobre mim...

Fabio Rocha disse...

Bonito!

Marcelo Novaes disse...

Renata,



Claro que é sacerdócio...






Beijo.

Paulo Braccini disse...

agradecendo e retribuindo o carinho da visita ... muito lindo isto aqui ... viajando por seus posts ... voltando mais e mais ...

bjux

;-)

LLacerda disse...

vc falou sobre a maquina de escrever.. e o meu brinquedo preferido era um computador quebrado. rs..acho que desde criança as mães percebem o que seus filhos vao ser. Também sou da área jurídica rs

Daniel disse...

Lindo poema. Tem texto novo no Sub Mundo. Bjus.

http://submundosemmim.blogspot.com

marinaCavalcante disse...

Muito bonito.

Principalmente quando fechas
com chave de ouro:

"Pelo poder da palavra,
escolhi-me poetisa.
Não seria
a poesia
um sacerdócio?"

=) Concordo, Marcelo.

Grande abraço e, se der, passa lá
no meu! Fico contente quando comentas. ;@

Gerana Damulakis disse...

Sim, é um sacerdócio. Siga, portanto, o ofício. Bjo.

Marcos Satoru Kawanami disse...

a poesia vem nos momentos de ócio de sa cer do sacerdócio?

Jefferson de Morais disse...

Parabéns pelo blogue e pelo lindo sacerdócio!
Faça-nos o favor de continuar a exercê-lo!

Jefferson.

A.S. disse...

Renata...

"Entre o fogo e a água,
sempre fui a brisa."

Será entre o fogo e a água que nascerá a brisa onde vão ondular os teus poemas!!!

Beijo meu...
AL

manuel marques disse...

Amei,beijos.

Tião Martins disse...

Disse muito bem! Beijos!

Metamorfoses disse...

Olá Renata!!obrigada pelo comentário...ah e está convidada a fazer um passeio na terrinha quando quiser, lugar para se hospedar já tens.rs!bjs!!!

Metamorfoses disse...

Ps:Belíssimo blog!Parabéns!!

Jéssica V. Amâncio disse...

lindo e leve. adorei

Lara Amaral disse...

Não me canso de ler essa poesia, nem de seguir neste sacerdócio...

Beijos, querida!

Nathi disse...

Amei *-*

Maldita Futebol Clube disse...

mai do que um dom, a poesia é inata realmente aos sábios...e asacerdotisa é sábia, seria elça tb uma poeta? rs belas palavras, como sempre, Rê admiro cada dia mais a sua escrita.bela e poderosa, sinto sua falta lá no blog...vai lá no maldita: temos post rockeiro - segredos e lendas do rock...abs,leandro

Cacarina disse...

Olá Renata!

Obrigada pelo comentário no blog.
Gostei do como escreve e sim, creio que a poesia é um sacerdócio... Lindo você pensar/sentir assim!
Um abraço carinhoso,
Claudia

Costureira de estrelas. disse...

Tem selo pra ti no meu blog, flor =*

Lai Paiva disse...

Renata, lindo, que versos maravilhosos. Muito bom, querida!!!

Sr do Vale disse...

O sacerdócio, a dor do sentir.

Marga Dambrowski disse...

Que lindo!
Tuas palavras doces e os doces do teu blog!

Gostei e voltarei!

Barbara C disse...

LiNDO!!!

Gilbamar disse...

Belíssimo e inteligente poema Renata, desses que lemos e tornamos a ler com o mesmo encanto sempre.

Poético abraço de Gilbamar.

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Poesia é sempre sacerdócio... de domar o ego ou dar-lhe vazão, isso já não sei... :)

Marcia Carneiro disse...

Amo tua poesia !

Marcia Carneiro disse...

Amo tua poesia !!!

Paulo Rogério disse...

A poesia nos aproxima alguma coisa do divino.

HNETO disse...

Talvez a poesia seja mais do que um sacerdocio, no entanto seus versos tem esse poder.

Janaina Amado disse...

Não considero a poesia um sacerdócio, mas gostei muito do poema. E da imagem do tarô. Grande abraço.

marjoriebier disse...

Poesia é zelo e ócio (ou um certo tipo de ópio).

beijo, bonita

líria porto disse...

poesia é vício - eu vivo prenhe do ofício...
besos

Pipa. A que sonha. disse...

A sacerdotiza no tarot tem uma simbologia poderosa. Centrada. Num momento de visões cuja austeridade da razão impera sobre qualquer outro aspecto.


Superioridade. Força. Intelecto.


Um abraço.

Pedro disse...

E um ótimo sacerdócio!

Renata de Aragão Lopes disse...

Muito obrigada a todos
pela leitura e considerações!

Beijos.

Anônimo disse...

Ate que enfim consegui ler diverssas de suas poésias,adorooo!!!

ErikaH Azzevedo disse...

Porque a beleza não tem
ponta por onde se lhe pegue:
É que eu gosto de escrever
como quem ama... e não como quem escreve.

Raul de Carvalho

Talvez o amor pelas palavras é que fazem do escrever um sacerdócio..

Escrever é sim catequisar o que nos vem bem dentro.. no mais profundo e verdadeiro de nós.

Um beijo

Erikah

Ricardo Mainieri disse...

A poesia tem um quê de mediúnico.
Nunca sabemos, ao certo, que influenciações nossa alma sofre...
Poesia que debate uma questão interessante. A poesia provêm de nós ou somos, apenas, canal de comunicação?

Beijão.

Ricardo Mainieri

Leandro Jardim disse...

muito bom também!