terça-feira, 14 de abril de 2009

Um cadim



Eu sou quase nada,
mas um pouco de tudo
que cabe em mim.
Sou minha alma
e sua morada.
Minha vida passada
e o que me guarda o fim.

Eu sou minha dúvida
e sua única resposta.
O que escondo aqui dentro
e o que deixo à mostra.
Eu sou pensamento
- quando falo
ou me calo.
Simplesmente o eco
dos meus nãos e sins.

E ainda sou você
quando você me toca...
Porque toda entrega
é troca,
todo encontro
é interseção velada.

E sigo assim
pra lhe ter em mim:
sendo só um cadim
ou quase nada.


14 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Romeu e Julieta eram de Minas?

Dani disse...

Que lindo!!!
E que delícia seu doce de lira!!!!
E que talento, amiga!
E que orgulho!
Beijo grande,
Dani.
Publicando! rs

Adriana Godoy disse...

E a poesia cabe em ti e se faz nesses versos tão plenos de emoção. Bj

Renata de Aragão Lopes disse...

Dani e Adriana, ambas mineiras!
Um cadim de beijo pra vocês também.

Luciane disse...

Te achei no blog do Carpinejar e vim te ler. Amei esse poema. Parabéns! Me visita um "cadim" lá também!

www.creioparaver.blogspot.com

:)

Renata de Aragão Lopes disse...

Obrigada, Luciane!
E já retribuí a visita.

pianistaboxeador21 disse...

GOSTEI.

ABRAÇO.

Renata de Aragão Lopes disse...

Obrigada. Volte sempre!
Retribuirei sua visita.

Anônimo disse...

"Eu sou quase nada,
mas um pouco de tudo
que cabe em mim."
Reflito... isso é só um cadim?

Lindíssimo!!!!!!
Estou adorando este nosso contato...
"só um cadim ou quase nada".

Beijos, Sandra - Rio.

Renata de Aragão Lopes disse...

Sim, Sandrinha, assim ficaremos mais próximas!
Gosto de você um cadão! rs
Beijo.

Tião Martins disse...

Sou casado com uma mineira. Então sou um cadim mineiro também!

Gostei!

Renata de Aragão Lopes disse...

Mineirice pega mesmo!
E que bom! rs
Obrigada, Tião!

Anônimo disse...

Olá, Renata.
Volto depois de visitar o seu blog várias vezes. Gostaria de deixar registrada a minha admiração pelo seu trabalho ao mesmo tempo delicado e forte; sutil e enérgico.
Difíceis combinações as que você consegue. E doce. Cora Coralina disse:faça doces. E você os faz, deliciosos. São para serem saboreados sempre. Parabéns a você e ao Mário. Beijos no Poli, Elimar.

Renata de Aragão Lopes disse...

Que palavras gentis...
Muito obrigada pela admiração e carinho.
Aguardarei, sim, o seu habitual retorno.
Um abraço triplo! rs