quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A [ciden] tal felicidade



poeira fina
talvez purpurina
que se tem à mão

de que só se apercebe
aquele que a vê
pender ao chão


35 comentários:

há palavra disse...

Renata,
como todo bom poema: bela e competente [porque surpreendente] atualização de um "velho"[?] tema! A purpurina, aqui, como renovada metáfora da beleza/felicidade fez toda a diferença!!! Prazer de ler e re-significar! Saio desta breve leitura matinal renovado e mais atento para os pequenos brilhos de felicidade que porventura encontrar pelo caminho...
Poesia [também] é alquimia!
Grato e abraços!

Ives disse...

Olá lindo lindo abraços

Noslen ed azuos disse...

Oi! É para se pensar neste genuíno ditado mineiro, gostei!

bjs
ns

Tiago Moralles disse...

Na contra luz da (necess)idade.

[ rod ] ® disse...

Nada traio nem reverbero. Minha perda é luz entre as frestas da imaginação.

Bjs moça!

Adriana Godoy disse...

Realmente, às vezes, a gente sabe que esteve feliz quando a felicidade já se foi. Legal. beijo

Mário Liz disse...

sem eira, nem beira. poeira. pó. eira.

Mirze Souza disse...

A quase não palpável purpurina é a felicidade em suas mãos, poetisa!

Belíssimo o não se aperceber.

Beijos

Mirze

Lara Amaral disse...

Sempre aquela sensação de perder para sentir.

Beijos, linda.

Tania regina Contreiras disse...

...e lembro de outros tantos ditados que dizem disso que só enxergamos depois de se ter ido: bacana o poema!
Beijos

Marcelo Novaes disse...

Renata,



Presente quando, da mão, se nos escoa?




Um beijo.

Ana SS disse...

purpurina!
que saudade disso...

C Jorge F disse...

Seguidores de outros lugares, seguimo-nos, seguimo-los, seguem-nos aleatoriamente; seguir-se-ão a circunstância e a curiosidade e o silêncio, cujo significado desconheceremos sempre, e a indiferença – essa prometida ideologia totalitária do futuro –, e nem sei se deva ocupar este lugar, usurpando-o à fina ironia do espaço em branco...

Ester disse...

Muito doce e triste versos,
de um sentir apurado,
sintonia fina que faz imaginar!

Sempre muito bom passar por aqui para ler-te!

Bjs meus.~

Solange disse...

de tão fina, escorre-se entre os dedos..

bjs.Solsh

Cria disse...

Terno e de rara beleza, parabéns ! Beijo.

Andreia Hernandes disse...

Renata,

parecendo pouco, sempre fala muito...
lindo texto!

Geraldo de Barros disse...

em meio a uma crise chatinha, esse poema de meu um ar para deixar aqui umas palavras:

fez da "poeira fina" uma castelo de emoção, morada para os coração que se alimentam de uma poesia tão doce e intensa, tinha que ser da mocinha do "doce de lira" =)

beijo
G

Talita Prates disse...

Re,
que maravilha!

assim como
o prazer da vida só é possível pela falta que constrói o anseio,
muitas vezes a felicidade é reconhecida apenas quando perdida.

Achei genial, amiga!

Um bjo,

Tatá.

Grafite disse...

poeira de purpurina...lindo lindo!
adorei aqui *.*

beiijo

Nirton Venancio disse...

Renata, não sei como achou meu blog... mas eu estou adorado ter conhecido o seu! Gosto de poemas curtos, verticalizados, como você tão bem escreve. Prazer saborear sua poesia. Não percamos o contato. Continuemos trocando versos, prosas, conversas...
Tenho outro blog, de um pouco de tudo: www.olharpanoramico.blogspot.com
Há-braços!

Dri Andrade disse...

Simples e arrebatador!
adorei,
otimo finde beijos

Mary Pereira disse...

E onde se inscreveria o desejo senão na lacuna da falta?
É quando pende ao chão, que brilha a purpurina aos olhos daquele que a vê cair. Quando (re)tida à mão, não produz o mesmo brilho que quando dança no ar.

Ai, me encantaram suas palavras. Linda composição!

Beijo

Adeilton Lima disse...

Renata,
Obrigado pela visita e pelos comentários! Gostei também de seu blog e dos textos! Procurei algum email seu mas não vi nenhum contato.
O meu é adeiltonator@hotmail.com
Beijão!
Adeilton Lima

Maçao Filho [Delos] disse...

Antes de mais nada, é importante frisar: cada palavra que dedico ao que escreves é sempre pouco perto do que deveria ser.

Talento, sob todas as formas em que se manifesta, é algo que merece reconhecimento. Tens mais é de ficar envaidecida mesmo! Posso lhe assegurar de que há bons motivos pra tanto. ;]

Obrigado pelas palavras sobre meu texto pra Flah... É meu jeito presentear amigos assim sempre que posso e uma alegria ainda maior quando outras pessoas podem compartilhar do sentimento.

Sabedoria doce, singela e compacta essa dos teus versos sobre a felicidade e as implicações da presença/ausência da mesma...

Beijo grande, çao.

Mah disse...

E a velha história do "a gente era feliz e não sabia..."

Eu era feliz... e só agora percebo isso, depois q vejo meu chão repleto dela...

Zélia Guardiano disse...

Lindíssimo, Renata!
Uma delicadeza só, como sói acontecer quando a poeta é assim, como você...
Grande abraço, querida!!!

Ana Lins disse...

que lindo.

bjão

adorei o espaço.

Solange disse...

e de vez em quando lanço a tal poeira fina ao alto... para ver quem sabe ela pendendo por aí... dividindo minhas alegrias com quem eu puder !!!!

você é tão incrível... consegue compactar um sentimento gigante sem deixar nada faltar...

beijo carinhoso

Renata de Aragão Lopes disse...

Obrigada a todos
pela visita e comentário!

Beijos.

António Amaral Tavares disse...

Dificilimo falar deste tema que tanto tem de concreto como de vago e vasto. Excelente a economia de palavras.
Parabéns, Renata.

Carolina de Castro disse...

Realmente purpurina combina muito com a felicidade!

Maria Tereza disse...

Purpurina és tu! Tão fina, alfenim! =**

Nayara Maia disse...

Poeira também é fácil de espalhar...

Felipe Carriço disse...

Só há valor no que se esvai. Mal do homem.