terça-feira, 25 de agosto de 2009

A[tre]vida



_ Quantos centímetros a mais?
Como se a vida
fosse uma régua.


_ Quantos quilômetros a mais?
Como se a vida
fosse de léguas.


_ Quantas dúvidas a mais?
Como se ela
não merecesse trégua.



Para Márcia Miranda.

39 comentários:

Ígor Andrade disse...

Que legal. Gostei!

Marcelo Novaes disse...

Renata,



Bater marcas e ver a vida como competitiva é a visão do alpinista que enxerga a montanha ali "só esperando para ser escalada"... [às vezes, até "intimando-o a escalá-la"]. Gostei da visão não-contábil da vida.






Beijos,







Marcelo.

BAR DO BARDO disse...

Para homens, aqueles, o lance da centimetragem daria pano para mangas...

Mas... não é o caso. Ou é também?

Sugere...
Sugere...

Noemyr disse...

Adorei seu blog ;)
É lindo ^^
Beijos :*

Monique Frebell disse...

Obrigada pela visita.
Gostei daki tbm.

BJs.

=)

Lídia disse...

Gostei muito de passar por aqui!
=)

bruno nobru disse...

penso que as preocupações unicamente estéticas nos fazem tão fúteis e geralmente atraem pessoas imbecis, não nos torna melhor do que somos..

Lara Amaral disse...

Muito legal o encaixe do título com o poema. Texto daqueles que a gente sente, e já é o suficiente.
Beijos, Renata!

bordadosdemim disse...

Quanto mais eu "te leio" mais gosto do que escreves! Muito bom, muito bom mesmo!!

Beijos mil

Ariadna Garibaldi

Nydia Bonetti disse...

da vida, quem sabe o peso e a medida... eu, já passei desta fase atrevida, de querer comensurar a vida. sera?! :)
Gostei muito, renata. beijo.

Renata de Aragão Lopes disse...

Bardo, não é o caso! Mas - curiosamente - você não foi o único a interpretar o poema desta maneira. Bruno também fez uma crítica aos que buscam seguir padrões estéticos, possíveis medidas ideais. Muito interessante isso: só agora descobri que esta leitura também seria cabível. Obrigada a ambos pela percepção inusitada! Não era disso, nem de longe, que eu falava... : )

Eu dizia, sim, Marcelo, de uma "visão não-contábil da vida". Desta fase atrevida, Nydia, de querer comensurar a vida: de calcular precisamente os passos, de prever o que está por vir - em centímetros ou quilômetros.

A imagem associada ao poema é que, talvez, tenha sugerido - admito - aquela primeira interpretação. Mas a minha intenção, ainda assim, foi outra: a de sugerir uma menina de olhar atrevido, com a tatuagem "forever" destacada no braço, a andar pelas ruas, como se ela, de fato, não se desse uma trégua...

O "mal entendido" - ou entendido de forma diversa - só reforça em mim a certeza de que escrever é realmente fabuloso! E que privilégio já contar, em tão pouco tempo de blog, com tantos seguidores, com o carinho de todos vocês!

Ígor, Lara e Ariadna, obrigada pelas palavras tão delicadas!

Noemyr, Monique e Lídia, sejam muito bem-vindas a esta confeitaria!

Um grande abraço a todos!

Anônimo disse...

re, não importa se a vida é medida com régua.tregua e convenientemente com tregua.O importante são os passos dados com precisão e de preferencia com qualidade.

bjs. tesoura.

Adriana Karnal disse...

como se tudo fosse só números??? não! e as apalvras?, elas é que nos livram das contas, graças a deus...e as suas,belíssimas

Filipe disse...

Junção do estético com o filosófico... Mais uma vez: você tem essa incrível capacidade de conciliar planos semânticos surpreendentes!
Parabéns!

Mateus Luciano disse...

essa rima é uma delicia
agora passei a entender porque
a confeitaria vive cheia
parabéns!

Marjorie Bier disse...

A vida em números... Gosto daqui! Bj bj

Luciane disse...

Maravilhoso! Quantificar as coisas pode nos oferecer uma visão linda da vida.
Beijão querida!

A Moni. disse...

Comedida???

A vida é sem medidas...DES-ME-DI-DA!

Sentindo falta da sua visita, viu, Rê?

Beijinho!

nina rizzi disse...

merece tréguas, já que tou nessa de éguas..s :p

beijo.

bruno nobru disse...

Renata, re-li e o que escreveu depois de seu comentario e vi bem cabível essa maneira de interpreta-lo.. acho massa essa concepção de que as palavras surtem diversas possibilidades de compreensão, parece que cada um as enxerga de seu modo.. partindo de suas referencias, de sua historia, assim como o que escreve.. massa essa abertura..

Mågø Mër£Îm disse...

Centímetros e quilômetros não me atrapalham, mas as dúvidas... rs

BAR DO BARDO disse...

Rê, não se faça de santa... Rsrsrs...

[ rod ] ® disse...

A vida merece todas as tréguas possíveis e necessárias. Só assim nos refazemos.

Bjs moça,









Novo dogMa:
acaBou...


dogMas...
dos atos, fatos e mitos...

http://do-gmas.blogspot.com/

Julio César Carvalho disse...

Que Legal!!! adorei!!
Como se td fosse mensurável!!
Calcular a vida na ponta dos dedos é limitar demais...

Ótimo!! bjão!!

Solange Maia disse...

É... essa "exatidão" que nos rouba tanta poesia...

Renata, falei dos seus "Versos Perdidos" hoje... num almoço com amigos... curtimos a beleza de suas palavras...
Delícia que foi, viu ?
Obrigada...

Beijo carinhoso

Úrsula Avner disse...

Oi Renata, você é atrevida para ompor versos isso sim... Muito bom ! Bj.

conversaatrevida disse...

Chamou, chamou???? (por causa do título do post...rs

O que mais vejo é o 'vivemos um tempo de 'quantos quilos a menos'?
Como se a felicidade estivesse numa cintura mais ou menos roliça...

Os 'mais ou menos' da vida enlouquecem o mundo...

Como se a própria idéia de como as coisas funcionam no mundo já não fosse maluca...rs

abraço

Atrê

Graça Pires disse...

Gostei mesmo do poema.

Cartografia n'alma disse...

GOSTEI MUITO!!! super beijo!

Talita Prates disse...

Post adorável, Re!
"Da capo" (genial o jogo do título!) ao fim.

Sinto saudade daqui quando passo muito tempo sem vir, crês?!

Bjo, e paz. :)

Renata de Aragão Lopes disse...

Isso, Tesoura: passos precisos, sem tanta pressa e ansiedade.

Adriana, Filipe, Mateus e Marjorie, seus comentários me encheram de alegria e motivação! : )

Luciane, que saudade! Obrigada pela visita!

Moni desmedida! (risos) Eu já li o seu texto mais recente. Apenas não o comentei. Estou em débito!

Nina em fase equestre! : )

Também não tolero dúvidas, Mago...

Bruno e Bardo, que bom que retornaram e compreenderam meu ponto de vista! Sim, Bardo: admita! (risos)

Rod, você disse uma verdade: as tréguas é que nos refazem...

Júlio, andava sumido! Que bom que apareceu! : )

Solange, maravilhoso saber que você "serviu" um poema meu aos seus amigos, na mesa de almoço! Obrigada por tamanho prestígio e carinho! : )

Úrsula, sorri demoradamente diante do seu comentário!

Atrê, bem-vinda à confeitaria! : )

Graça e Adriana Kairus, fico feliz por gostarem do poema!

Também estava a sentir sua falta, Talita! Demorou a vir desta vez! Pois volte rapidinho: o próximo doce será em sua homenagem!

Um beijo a todos vocês!

guru martins disse...

...simplesmente
muito bom!!!

bj

Sonia Schmorantz disse...

Boa semana !!
Repartir suas alegrias
é como espalhar perfumes sobre os outros:
sempre algumas gotas
acabam caindo sobre você mesmo!
abraço

Ricardo Mainieri disse...

Renata, vivemos num mundo mediado pela competição.
Seja nos caracteres estéticos ou na medição de forças no mercado de trabalho, no esporte e na vida.
Gostei de tua reflexão, que carrega um certo desencanto com tudo isso.
Posição que também defendo, já que bens mais sutis como a amizade, o amor, a sinceridade, não são medidos...

Beijão e obrigado pelas visitas.

Ricardo Mainieri

Ju Blasina disse...

Sou suspeita pra falar, logo eu que sou a senhora "sem mensura"... O que dizer: Adorei!

Natallya disse...

Dando uma passada por aqui deparei-me com certa teimosia,me lembra Quintana. :)
Obs importante:As imagens do teu blog são ótimas,parecem (e são?) feitas sobre medida.
beijo

Renata de Aragão Lopes disse...

Guru, que bom que gostou!

Sônia, obrigada pela visita! Excelente semana pra você também!

Ricardo, muito grata pelo comentário tão oportuno! Realmente, "os bens mais sutis" - os relevantes - não podem ser medidos... E que, enfim, cada dia se baste: sem nenhuma antecipação exagerada dos fatos.

Ju, colega querida: a "Sem-hora" sem mensura! (risos)

Natallya, tudo que disse me agradou tanto... Primeiro, a "teimosia" em permanecer no blog - indício já enorme de que apreciou a leitura. Depois, a associação que fez de minha escrita com a de Quintana - um de meus preferidos! Por fim, um elogio às imagens - que busco na internet com todo zelo, para que retratem exatamente o conteúdo do poema. Espero que você retorne! Será sempre muitíssimo bem recebida! : )

Um beijo a todos vocês!

Lobodomar disse...

Boa tarde.

Adorei o blog e, muito especialmente, esse poema. Sentido e estrutura perfeitos: poucas palavras e amplo sentido.

Seus poemas me parecem assim... na medida certa. Não falta ou sobra qualquer palavra. E o que neles soa como leveza, apenas camufla um o sentido mordaz da mensagem.

Virei fã.

Grande abraço, Poetisa!

Renata de Aragão Lopes disse...

Agora, para mim, já é madrugada, Lobo! : )

Fiquei extremamente lisonjeada
com o seu comentário!
É muito gratificante
ter a minha escrita
tão bem avaliada...

Obrigada pela visita
e por haver se declarado "fã"!
Aguardarei seu retorno e opinião
em outras postagens.
Um abração!