
o tempo passa e a idade avança
sem que a gente se aperceba da marcha
de repente não se é mais criança
inclusive mais cedo do que se acha
da queda da bicicleta à do beijo
da lágrima de manha à de charme
da repulsa ao sexo oposto ao desejo
o tempo segue em ruas sem alarme
quando se vê já se tem uma história
tão bela e rica, tão longa e antiga
que até de si quase a gente duvida
pois se tem como de ontem na memória
a lembrança da primeira cantiga
pela frente ainda toda uma vida
42 comentários:
Será que a vida passa durante o sono?
tudo passa...
bj
Passa, e também, durante a insônia, quando se escreve às quatro da manhã =).
Que bonito esse soneto, com sutis passagens da vida. Gostei muito! Beijos, Renata!
No fim das contas, somos mesmo feitos de tempo.
Bjo querida1
Será que o sonho é quando a gente está acordado, vivendo e fazendo nossa história? Volta e meia algum post sempre me recorda do filme "waking life", que fala exatamente disso. Se não viu, recomendo!
E sigamos sonhando, vivendo, quando dormimos e quando despertamos!
Um grande beijo!
querida, a vida É sonho... quando acrodarmos, já não mais estaremos aqui...
bjinho
re, você disse (será que a vida passa durante o sono?
a sua vai passar bem devagar,pois você não dorme quase nada.Ja olhou o horário que você postou?risos
tesoura
o dia que eu cai na real, com esse lance de envelhecer, foi quando soube da gravidez, aliás, fiquei meio "surtada" com isso durante todo o período. agora já consigo me relacionar melhor co espelho. mas também, eu só tenho 1/4 de século... rsrsrs...
renata, de quem são as imagens que vc ilustra os poemas? meigas :)
um beijo.
Que graça de soneto, Re! Adorei!
"da queda da bicicleta à do beijo",
sigamos quedando e levantando! ;)
Bjo, querida!
Ótima semana.
Bellos poemas :)
saludos cordiales
Karlo
Renata,
Que belo soneto!
O tempo urge. Ou ruge.
[Ou rouge].
Beijos,
Marcelo.
Lindo o seu soneto. Límpido como dia sem nuvens. Sente-se nele o correr do tempo, qual vento circulando pela nossa vida.
Muito obrigado pela sua visita e as minhas desculpas tão tardias.
Sonhos são nossos intervalos da vida. É quando a gente pode realizar aquilo que nem sempre dá pra fazer durante o dia
É isso sim, de contradições e do inusitado a vida, um vendaval que passa.
Também gostei daqui, Renata.
Beijo.
Olha só!
Um soneto pra lá de talentoso.
Que lindo, Renata!
O tema e a poesia do tempo.
bjs doces.
Rossana
Rsrs, com certeza, passa sim! ;)
nem me fale do tempo... nem me fale. ando muito assustada com ele. a cada dez anos um susto. :)
beijo, renata.
Sim, Sidnei... Tudo passa.
Será, Larinha, que, durante a insônia, ela estaciona? : )
Gostei, Marjorie: todos feitos de tempo...
Lu, acredita que ainda não consegui concluir este filme? Eu fico tonta com aquelas imagens! (risos) E todos dizem que o filme é mesmo espetacular!
Márcia, você foi nas profundezas - talvez porque goste delas! : )
Tesoura, será por isso que, mesmo depois dos 30, aparento ter 18? (risos)
Verdade, Nina! A gravidez nos "sacode"! Quanto ao espelho... Calma! Um quarto de século é quase nada! (risos) As imagens são pesquisadas, aleatoriamente, na internet.
Que bom que gostou do soneto, Talita! Gosto de, às vezes, seguir alguma métrica. Isso me soa como desafio! : )
Muito grata, Karlo!
Marcelo, o tempo urge - sem alarme! (risos) Fico feliz por haver apreciado!
Mário, sinta-se bem-vindo! Aqui não há visita tardia! : )
Tiago, você escolheu falar dos sonhos... Obrigada!
Leila, adorei a palavra que mencionou: "vendaval"! Espero que retorne ao doce de lira! : )
"O tema e a poesia do tempo." Que lindo comentário, Rossana! Obrigada!
Passa e voa, Priscila! : )
Nydia, o mais espantoso é o susto em si! É nos darmos conta de que tanto tempo passou - e sem nenhum alarde... Não tem a sensação, por vezes, de que ainda é menina?
Um beijo a todos vocês pelo carinho!
ó a concorrência aqui! (rsrs)
muito bem desenvolvido o tema. adoro quando os camaradas fazem sonetos, porque eu me sinto menos troglodita...
gostei mesmo!
beijo, rê!
penso nisso todos os dias....não quero ser uma velhinha destruída...quero continuar vivendo....sabe que a poesia me ajuda nisso?
nossa, muito bacana!
simples nas palavras; firme na estrutura e reflexiva na mensagem!
o tempo é um dos melhores temas para se filosofar! [eu acho]
e, como na filosofia, melhor nos mantermos na busca... sem a ânsia de resposta.
beijos
A vida vai passando e nós vamos
juntando um punhado de lembranças,
é a vida! Adorei o poema!
Eu coloquei que ela passa, tbm, durante a insônia. Apesar da impressão que dá que ela não passa, né? E falei das 4h da manhã pq é o horário que está mostrando na postagem do seu texto, hehe... Fiquei imaginando vc escrevendo, sem sono, essa hora, como tbm me pego às vezes =).
Bjos.
Nossa...
=)
Renata, só você para conseguir colocar uma bicicleta num soneto!
Acho que não há uma transição efetiva entre a infância e a maturidade. Num ponto, as coisas se misturam. E não é de todo ruim.
Sem alarme, sem aviso, apenas indícios, dos quais às vezes nem nos damos conta, a idade avança sim.
Você disse tudo e disse bem! Parabéns! Como sempre, AMEI!
Beijos muitos
Ariadna Garibaldi
Adorei o blog, em particular este soneto. Já sou um seguidor.
Beijos
O tempo é sábio e ternamente encantador. Capaz de inspirar lindos versos como estes. Encantador, sensível,fala sobre verdades sem se distanciar da poesia. Adorei.
Bjs
Muito intenso esse poema. Uma reflexão poética que leva a gente a pensar e muito. Belo, Renata.Não sei se tudo passa... Beijo.
lindo esse poema.
Troglodita nada, Bardo: simplesmente clássico! E que bom que gostou! Sua opinião contaria ainda mais desta vez, por se tratar de um soneto. : )
Adriana Karnal, acredito que as artes, em geral, contribuam muito para que a vida, até o seu desfecho, seja bem mais leve e feliz... Sorte nossa! (risos)
Rafaela, já observei que seus comentários são sempre muito pertinentes e aprofundados. Um prazer recebê-la aqui no doce de lira! Espero que retorne incontáveis vezes!
Rosângela, seja bem-vinda! É o que somos: um "punhado de lembranças". : )
Lara, eu havia entendido. Mas seria tão bom se o tempo estacionasse a cada madrugada insone... : )
Filipe: o que quis dizer com esse "nossa..."? (risos)
Paulo Rogério, bicicleta em soneto é algo, realmente, no mínimo, curioso! (risos) Concordo com você: não há uma transição muito bem definida entre infância e maturidade. Acho que, no fundo, todos nos mantemos um pouco crianças...
Sim, Ariadna: "apenas indícios". Que bom que AMOU o poema! : )
Marcos Satoru, acabei de afirmar algo semelhante logo acima. De fato, "gente de verdade é sempre criança"...
Marcelo Green, obrigada por haver apreciado o doce de lira e se cadastrado seguidor! : )
Stella, "o tempo é sábio". Muito grata pelo comentário tão gentil!
Dri Godoy, fiquei muito feliz por haver considerado este soneto uma intensa reflexão poética!
Amanda, bem-vinda à confeitaria! Volte sempre! : )
Um beijo a todos vocês, queridos leitores!
Renata, que lindo, nooossa, adorei. Remete a um passado tão bom, deu pra sentir o cheiro da infância, a delícia das mudanças e saudade do futuro que me espera!!! Muito legal mesmo!! Bj
Quis dizer: que poema bem constuído e instigante! Não é qualquer um que faz um soneto, não!
Adorei! =)
..."a vida
é tão curta
então curta"...
bj
Renata,
4, 4, 3, 3 ... métrica perfeita...
Que sabe um dia me atrevo a fazer uma...
Você é mestra das palavras, te li lendo a minha própria história, a minha vida... o tempo varrendo, levando, deixando memórias lindas, mas passando, passando...
Bárbaro !!!
beijoooooooo
nossa, são lindos os seus textos, poesias... lindos mesmo. Me perdi aqui no seu blog, fui virando páginas e voltei.
vi seu comentário no meu blog, volte sempre lá!
um beijo
Manu
Lai, que comentário mais doce! : )
Filipe, nem imaginei que me responderia! É o segundo soneto que publico no blog. Que bom que você adorou!
Verdade, Guru: aproveitemos!
Solange, muito obrigada pelo "mestra das palavras"! Ando, igualmente, encantada com seus "eucaliptos na janela". : )
Manu, delicioso saber que você se perdeu por aqui, virando páginas e páginas... Não sabe o quanto isso me estimula a produzir sempre mais!
Um beijão, gente!
Lindo soneto, querida!
Lembrei muito de minha infância e tb do rompimento com ela. Se é que rompemos definitivamente, muito tenho ainda daquela menina que fui.
Queria agradecer pela visita em meu blog! Fique a vontade e apareça quando quiser no desengavetados. É um prazer!
Bjos!!!
Sempre guardamos, Andréa,
um pouco de meninice...
Obrigada por retribuir a visita.
Volte sempre!
Um beijo.
Embora sem o rigor métrico, é um belo soneto, com todo o jeitão do soneto.
Sua poesia tem uma doçura que muito me agrada: é rica na simplicidade de ser bonita!
beiJardins
"Sua poesia tem uma doçura que muito me agrada: é rica na simplicidade de ser bonita!"
Guardarei suas palavras com todo carinho, Leandro! Elas evidenciam que tenho alçancado meu intento: o de escrever uma poesia simples, acessível, de fácil compreensão.
Quanto ao soneto, faltou a ele rigor métrico? Confesso que pretendo estudar um pouco mais sobre a contagem de sílabas poéticas. Para mim, "Sem alarme" estaria metricamente perfeito. Mas noto que, a cada soneto publicado (seja aqui, seja em outros blogs), surgem controvérsias a respeito. (risos)
Um abração e muito obrigada pela leitura e comentário tão atenciosos! BeiJardins! : )
Que bom que gostou =]
Quanto à métrica, entendo o que dizes, é o problema das elisões.
Você consegue ler todos os versos como decassílabos. Depois de ler seu comentário, tentei e achei o jeito.
Mas suponho que o "correto" (se é que algo pode ser classificado assim em poesia) é fazer a contagem a partir da leitura mais natural das elisões. Isso, pelo menos, reduz a polêmica =]
Sempre que quero escrever um soneto encontro essa mesma dificuldade.
De todo modo, é um belíssimo soneto (e porque não dizer 'modernista'?) este que tens!
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beiJardins
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